O futebol como esporte é considerado por muitos a grande paixão popular e caracterizado pela crítica esportiva como o maior fenômeno social dos últimos anos. Essa afirmação é fácil de ser observada ao se analisar o amor que os torcedores têm pelo seu clube.
Porém, uma inquietação vem incomodando o dia -a- dia de todo torcedor apaixonado por futebol: o caso da violência presente cada dia mais nos estádios. Esse fato tem afastado o torcedor do estádio, que vem optando por, várias vezes, assistir aos jogos em casa, diante do conforto e, principalmente, distante da violência.
Não resta a menor dúvida de que o futebol é um esporte em que ocorre muito contato, muitas vezes até de forma bem agressiva, que pode acabar acarretando em agressividade física, o que caracteriza, dessa forma, o futebol como um esporte violento. O futebol como meio de expressão de identidades nacionais ou locais tornou-se tema comum de ensaio e pesquisa no que se refere à canalização de algumas formas de agressividade que têm ocorrido num jogo de futebol não precisamente dentro do campo, mas em todo o estádio, sobretudo nas arquibancadas, o que, de certa maneira, está imbuído no contexto desse esporte. Nessa perspectiva, várias foram as reflexões sobre a interferência da violência registrada no ambiente futebolístico.

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ResponderExcluirEu tenho uma opinião um pouquinho controversa a respeito da violência nos estádios: não que eu ache legal a coisa descambar para o que vemos nesta fota. Mas acho que as soluções apresentadas - proibindo provocações, torcida única em clássicos e tal - visam apenas blindar aqueles que não tem auto-controle. A provocação, o bate-boca, os olhares tortos, os xingamentos fazem parte da função social do esporte - que, na minha visão, é servir como espaço para desafogar aquele instinto de luta, de guerra, de caça e de briga inerente a uma raça humana civilizada que resolve tudo por meio do intelecto. E naquela arena que nos permitirmos ser irracionais e - biologicamente - precisamos de um pouco de selvageria, acho. Enfim, as pessoas deveriam aprender a respeitar o limite deste descarrego (de acordo com os limites impostos pelo nosso próprio código penal, por exemplo). Vá lá grite, xingue, provoque, tire o sarro - mas desenvolva auto-controle para saber onde parar. Com toda essa blindagem, o esporte está perdendo seu papel de espaço para descarrego do excesso de energia e está se tornando um lugar tediosamente civilizado.
ResponderExcluirTá - confuso, sei, mas é isso que eu acho. rs
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Abraços